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VAIDADE EM SÓCRATES

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Em seu texto "CRÍTON" Platão nos insere espírito legalista de Sócrates e nos mostra o quanto para ele – Sócrates – o Estado estava acima de todas as coisas, até mesmo de sua própria vida. Podemos começar nossa crítica perguntando: não teria Sócrates caído no pecado da vaidade quando rejeitou a proposta de Críton? Pois, se não, vejamos: sabedor que não lhe restava mais tanto tempo de vida, não teria Sócrates feito de si um mártir da filosofia com o propósito de servir de exemplos aos seus discípulos de quão importante é a constância das idéias para um filósofo? Se fugisse Sócrates prolongaria um pouco mais sua vida na terra, mas em contrapartida, destruiria tudo o que havia edificado e viveria na desonra, já que a covardia seria sua companheira até o fim. Assim, me parece que muito mais que o amor pelo Estado, Sócrates prova que tem amor maior por suas próprias idéias, a tal ponto de morrer por elas. Dizem que a vaidade acadêmica só perde para a vaidade do mundo fashion. Imaginemos que Sócrates não tivesse tomado cicuta. Consequentemente não teria morrido. Viveria mais algum tempo entre os seus discípulos e poderia deixar um legado maior. Mas, quando esse legado é a morte em nome do que se acredita, existe algo maior? Outra coisa que o texto deixa bem claro é que Sócrates era um ótimo perguntador, mas, não tinha a mesma eficiência ao responder, quanto tinha ao perguntar. Se ao contrário fosse, poderia muito bem ter fugido e depois, com toda a inteligência que lhe era peculiar, articulado boas respostas para as questões que ele mesmo apresentou.

P.C. Sócrates, estado, filosofia, morte.

CRITICA SOBRE “O AMOR” EM O BANQUETE (Platão)

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O Diálogo de Platão sobre o Amor é quase um manual de sentimentos. Hoje em dia poderíamos dizer que é um verdadeiro GPS com poder de conduzir o leitor por caminhos desconhecidos, mas, com a certeza de chegar ao destino em total segurança. Porém, é interessante frisar que este caminho é sinuoso e cheio de bifurcações (interrogações). É claro, que como GPS, o texto só indica o trajeto, cabe ao leitor a sensibilidade para encontrar a melhor maneira de condução. Então, vamos dar a partida. Segundo Diotima - sacerdotisa de Matinéia - o Amor é filho da Penúria (Pênia) com o deus da riqueza Poros. Nascer desta fusão é que dá ao Amor esta característica multifacetada. Ao mesmo tempo em que é pobre, duro, descalço e sem teto, é um mestre do malabarismo, do feitiço e do discurso envolvente. Com características tão peculiares como podemos então confiar em algo tão metamórfico? Seria o Amor um sentimento enganador para quem os fins justificam os meios? Se, como diz o texto, é preciso ir muito além da aparência para encontrar o verdadeiro Amor, como pode ele servir e assistir Afrodite ? Será que Amor conseguiu ver a alma de Afrodite? Ou a relação de Amor com Afrodite seria somente uma predestinação por ele ter sido gerado no mesmo dia em que ela nasceu? Mas, se assim fosse, teríamos que acreditar em destino, onde um nasceu para amar o outro. O Amor ama a sabedoria porque – como conta Diotima – é herdeiro da ignorância da mãe, mas por acaso não se ama um ignorante? Platão nos apresenta um Amor longe da suavidade e da beleza e depois, por um processo de desconstrução, através do conhecimento interior nos faz ver a sua antítese quanto diz:
Quando um homem foi assim instruído no conhecimento do amor, passando em revista coisas belas, uma após a outra, numa ascensão gradual e segura, de repente terá a revelação, ao se aproximar do fim de sua investigação do amor de uma visão maravilhosa, bela por natureza (...) e esse é o objeto final de todo afã.
Platão nos sugere um amor ascético. Contingencial - quando aconselha passar por vários corpos. Outra interrogação que encontramos pelo caminho diz respeito à vigência do Amor. Para Platão o Amor não é mortal e nem imortal. Se não é mortal e nem imortal o que é? Assim, depois de termos percorridos tantas indagações chegamos ao final desta viagem pelo “O Banquete” e descobrimos que passeamos pelo delicioso caminho da dialética ascendente de Platão onde devemos resistir à sugestão do sensível para buscar as puras relações inteligíveis.

P.C: Platão, Afrodite, Amor, Diotima.

1 - Mantineia (em grego Mαντινεία) é uma cidade grega, situada na prefeitura da Arcádia, no centro da periferia do Peloponeso. Foi palco de duas importantes batalhas na Antiguidade Clássica, em 418 a.C. (no contexto da Guerra do Peloponeso) e em 362 a.C.. Hoje em dia situa-se escassos quilômetros a norte de Trípoli, a capital da prefeitura da Arcádia.
2 - Afrodite (em grego antigo: Αφροδίτη) era a deusa grega da beleza..
3 - Lóg. Diz-se de uma proposição cuja verdade ou falsidade só pode ser conhecida pela experiência e, não, pela razão.

UM PRESENTE PARA SEMPRE

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Em uma de minhas viagens conheci uma moça muito doida. O nome dela é Ana Lidia. Gaucha. Despachada. Digamos que pelo tamanho, espaçosa. Linda. Olhos verdes. Dona de uma gargalhada fenomenal. Compradora compulsiva. Produtora de eventos. Um show de pessoa. Divertirmos-nos muito juntos. Quando estávamos indo da Espanha para a França ela disse: “quero lhe dar um presente para tu nunca mais se esquecer de mim”. Era um livro de Marta Medeiros – DOIDAS E SANTAS. Confesso que nunca tinha lido nada de Marta Medeiros e também não entendi muito o porquê dela me presentear com aquele livro. Bom, ali mesmo comecei a ler as crônicas do livro. Nesse dia nevava muito e a França havia fechado a fronteira com a Espanha. Ficamos mais de dez horas parados. Seria cômico se não fosse trágico. No começo tudo bem, já que muitas pessoas no ônibus nunca tinham visto tanta neve na vida. Gente, era neve pra mais de metro. Mas depois começou a ficar difícil. Sem água, sem banheiro, sim, porque os ônibus de turismo na Europa não têm banheiros e, sem comida, pois eles não permitem a entrada de comida – que é para não deixar o ônibus cheirando mal. Bom para abreviar, algumas horas depois de parados, as mulheres já estavam saindo em grupo para fazer xixi nos Pirineus e o pessoal de tanta fome começou a comer até o lanche do filho de uma turista amiga nossa. Bem, mas voltando assunto deste post, ali mesmo comecei a me enfronhar no universo de DOIDAS E SANTAS. Deparei-me com coisas que jamais havia pensado. Crônicas deliciosas e uma carpintaria literária fantástica. Em um dos seus contos, por sinal um dos meus preferidos – OBRIGADO POR INSISTIR – ela diz: “(...) Obrigado por insistir para que eu conhecesse Veneza, do contrário eu ficaria para sempre fugindo de lugares turísticos e me considerando muito esperto e com isso teria deixado de conhecer a cidade mais surreal e encantadora que meus olhos já viram. (...) Obrigado por insistir para eu voltar para você, para eu deixar de ser adolescente e aceitar uma vida a dois. (...) Obrigado por insistir para que eu deixasse você e fosse seguir a minha vida, obrigado pela confiança de que seríamos melhores amigos do que amantes. (...) Obrigado por insistir para eu cortar o cabelo, obrigado por insistir para eu dançar com você, obrigado por insistir para eu voltar a estudar.” E termina Marta Medeiros: “(...) Em tempo em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo”. Li o livro todo enquanto ficávamos ali parados. Foi uma viagem dentro de outra viagem. Na dedicatória minha amiga Ana Lidia colocou: “Que este livro fique como residual de uma viagem fantástica com amigos tão queridos”. E ficou.

CONSIDERAÇÕES SOBRE "VERDADE"

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Jean-Marie Auzias em seu livro CHAVES DO ESTRUTURALISMO faz o seguinte questionamento (...) Quais são as estruturas da verdade?
Segundo ele, a verdade é um brinquedo e está num vaivém entre os que a dizem. Nesse vaivém – continua ele – a verdade que se oculta, empaca e volta atrás, como um vagão lançado numa linha e que parte de novo. E o brinquedo é pois o seguinte: quando digo a verdade minto, porque a verdade não foi posta a prova. É uma falsa verdade. Para o autor é preciso suspeitar de toda verdade que se oculta sob as aparências enganosas da evidência e do enunciado verdadeiro. Há coisas que se escondem com as evidências – insiste Jean-Marie. Para ele as gavetas secretas do conhecimento estão sempre vazias, mas a nossos olhos, as verdades oferecidas trazem sua mentira.
Quantas vezes querido leitor você já ouviu alguém dizer: eu não sou o que pensam. Será que essa pessoa não está dizendo isso somente para nos despistar?
Estamos em época de eleição. São tantas promessas. Tantos comprometimentos. Tanto disse-me- disse, que não poderia haver momento mais propicio para se falar sobre a verdade. Como chegar até ela. Como identificá-la. Vamos tentar seguir com a ajuda do autor.
Dentro do conceito por ele estipulado, a verdade verdadeira é reconhecida por certos indícios bizarros, singulares, quiçá extravagantes. O verdadeiro - do ponto de vista dele – apresenta resíduos que não se quer conhecer.
Quando falamos, não é conteúdo que vale: é a intenção.
Veja se ele pode estar certo. Quantas vezes você já foi ofendido por alguém e esse alguém logo após a ofensa virou para você sinicamente e disse: desculpe se te ofendi, eu não tive a intenção?!
Com que intenção isso foi dito para mim? Ou seria a intenção também uma mentira?
Talvez Jean-Marie esteja realmente certo. O verdadeiro apresenta resíduos que não se quer conhecer, principalmente na política.
Nos dias de hoje em que a maioria do povo brasileiro tira sua conclusão baseada no Jornal Nacional, que é um universo midiático totalmente dirigido por intenções, é preciso ficar atento.
Uma vez, a Emilia – boneca de pano do Sitio do Pica Pau Amarelo – explicou direitinho o que era a verdade segundo seu ponto de vista. Para mim – disse Emilia – a verdade é uma mentira bem contada que ninguém consegue descobrir.
"Devemos ter ciência que a Verdade não é propriedade de ninguém, de nenhuma raça. Nenhum indivíduo pode reclamar sua exclusividade. A Verdade é a natureza simples de todos os seres..." (Swami Vivekananda - Mestre Indu). Mas, se isso é realmente verdade sobre a verdade, porque há tanta mentira? Tanta enganação?
Platão, diz que a verdade é tudo o que explica como as coisas são e a mentira como as coisas não são. Podemos também afirmar que a verdade é o contrário da ilusão; porque a ilusão consiste em fazer-nos tomar a aparência por realidade. Por esta ótica temos que ficar atentos em realação àqueles políticos que prometem tirar coelhos da cartola, fazer desaparecer problemas num passe de mágica.
Marcos Mendonça em seu ensaio VERDADE E POLITICA DIZ:
“A existência da verdade é questionada a todo o momento pelos cidadãos que elegeram os governantes. Os exemplos de mentiras perpetradas por governantes ao longo da história, que só depois de algum tempo vem ao conhecimento público, tais como o comportamento dos reis católicos na Espanha na idade média, juntamente com a igreja católica na inquisição, os argumentos de Hitler para transformar a Alemanha em potência mundial, as mentiras do presidente Bush para justificar a invasão do Iraque, mostram o quanto os grandes políticos utilizam-se da mentira organizada, ou mentira de Estado, para justificar as suas finalidades, e que muita vezes redundam em catástrofes e genocídios. O comportamento político vem ao longo dos tempos se distanciando da verdade quando conveniente ao político.”
Está vendo? Ai está novamente à bendita intenção.
Cabe aqui uma pergunta: porque será que o eleitor não se incomoda com as mentiras dos políticos? Será que é porque ele também mente? E nesse caso seria o roto falando do amassado?
No site A VERDADE SUFOCADA (A HISTÓRIA QUE A ESQUERDA NÃO QUER QUE O BRASIL CONHEÇA) na matéria Em Busca do Voto afirma:
“Lula dá novo aumento e faz subir pressão por reajustes
Servidores da Câmara terão até 38%; Senado quer plano de cargos - O Globo
Junto com o reajuste de 7,7% dos aposentados que ganham acima do mínimo, o presidente Lula sancionou, para servidores da Câmara, aumentos que vão de 15% a 38% e custarão cerca de R$ 500 milhões. Comissões da Casa aprovaram projetos recompondo valor de aposentadorias que, se virarem lei, vão onerar os cofres públicos em R$ 90 bilhões por ano. No Senado, servidores aguardam um novo plano de cargos e salários de mais R$ 380 milhões. Sobre o aumento dos aposentados, o presidente Lula disse que o gasto extra será compensado com o aumento do consumo por esta categoria e negou que sua decisão tenha tido interesse eleitoral.”
Seguindo este exemplo cabe a pergunta: o que Lula disse é verdadeiro? Para os beneficiários dessas medidas, pouco importa onde está a verdade, aqui, mais que nunca o importante é a intenção.
Em João 8:32, ele disse: "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará ." Considere as implicações desta afirmação. Será?

PASSEATA DOS SEM NAMORADOS

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Gente... a incompetência esta tomando conta do mundo. Acabo de ficar sabendo que aconteceu uma passeata dos sem namorados em Copacabana. Isso já é apelação.
Vi um monte de gente com cartazes. Apitos. Gritando palavras de ordem: “... eu quero mais é beijar na boca...” “ado... ado... ado... queremos namorado”
Tinha gente de todo tipo. Loiro. Preto. Japonês e o escambal. Um bando de solitários barulhentos.
Será que alguém que estava passando pela praia mais famosa do Brasil se sensibilizou.
Será que alguém que viu - assim como eu - a reportagem pela televisão ficou tocado por ver tantos corações sem par.
Vi um cara dando entrevista, pulando e gritando que estava sozinho e tinha uma baita de uma mulher ao lado e o trouxa nem reparou. Talvez seja por isso que ele estava sozinho? Presta atenção “rapa”.
E a mulherada então... Benza Deus... Quanta histeria... Parecia que uma hecatombe tinha acabado com os homens da face da terra.
Soube que no sábado a passeata foi em São Paulo. Será que os paulistanos estão trabalhando tanto que não estão tendo mais tempo para arrumar companhia? Ora meu!
O que está havendo? Os sites de relacionamento - facebook, metics, bate-papo on line,msn - será que não estão mais funcionando?
E o que é que vamos dizer então das velhas cantadas de guerra: "este cachorrinho tem telefone?" "você é a mulher que minha mãe sonhou para nora". E o beliscão na bunda do cara? E a jogada de cabelo? O bilhetinho no guardanapo? Será que com uma passseata vai tudo ficar mais fácil?
Moçada, vamos combinar uma coisa. Aqui, no nosso sergipinho não vai haver passeata dos sem namorados. Podemos fazer passeata dos sem caranguejos, passeata dos sem água encanada, passeata dos sem transportes coletivos decentes, passeata dos sem time de futebol na primeira divisão, passeata dos sem chuva, mas passeata dos sem namorados isso a gente não vai fazer. O máximo que poderemos chegar é colocar Santo Antônio de cabeça para baixo num compo com água.
Se você está sozinho (a) não faça como aquele babaca que eu citei acima, não dê pulinhos, não levante cartaz, não grite palavras de ordem, apenas, de uma olhada ao seu redor. Porque, como diz a música “...o amor pode estar do seu lado”.

PARIS É PRECISO!

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Preciso voltar a Paris.
Paris é necessário. Paris é urgente.
Aquela coisa toda.
Aquela monumental e esbaforida claridade que tira o fôlego da gente.
Aquele Sena. Aquele it.
Preciso voltar a Paris.
Mas, não como um turista.
Preciso voltar a Paris como um viajante do tempo.
Sem bagagem. Sem máquina fotográfica. Sem guia. Sem nada.
Nada de ruim. Nada de desagradável. Nada de dolorido.
Preciso deixar Paris entrar novamente em mim com toda sua art nouveau.
Toda cidade aberta só para mim.
Preciso me ver novamente do alto do Montparnasse.
Topar com Toulouse Lautrec em um dos bordéis e pintar com ele uma boemia pós-moderna.
Preciso voltar a Paris.
E que Deus me Louvre de esquecer qualquer centímetro do Bairro Latino.
Paris é essencial na vida de qualquer pessoa. Até mesmo para aquelas que nunca estiveram lá.
Aliás, eu acho que de uma forma ou de outra todos nós já estivemos em Paris ou então já trazemos Paris dentro de nós desde o berço.
Paris é beleza. Paris é movimento. Paris é brilho. Paris é vida.
Ah... preciso voltar a Paris.
Preciso deslizar num “barteaux parisien” e fitar as pontes por baixo, com os mesmos olhos de menino traquino que miram as pernas das meninas descortinadas pelas saias suspensas pelo vento.
Preciso deixar a brisa parisiense me beijar novamente com aqueles lábios de Mona Lisa, sínicos e profanos.
Preciso queimar minha Joana D´arc na fogueira das vaidades que só Paris consegue acender.
Preciso sentar a uma mesa, tomar “caffe au lait” e apreciar a cidade passar elegantemente por mim.
Minha alma pede bis.
Definitivamente, preciso voltar a Paris!

MANUAL DO FIM DO CASAMENTO

1 comentários
Gente, eu juro que este não é um blog de auto-ajuda, mas, eu achei tão interessante esta matéria que encontrei na internet que resolvi dividir com meus fiéis seguidores.
Bom, para começo de conversa, se você ainda não passou por uma separação, espero que nunca passe. Se você esta passando por este processo, tenha calma, pois, tudo passa. E se você já passou, sorte sua, já passou.
Infelizmente tudo tem um fim nesta vida. Inclusive a própria! Grande novidade. Mas, a questão é que, mesmo sabendo que hoje em dia os casamentos estão cada vez durando menos, as pessoas ainda insistem em casar. Por quê? O que acontece com esta instituição quase falida, que cada vez mais gente quer se associar a ela? Qual o mistério? Qual a magia?
Casamento não vem sozinho. Traz com ele o tédio, a mesmice, a desconfiança, o ciúme, a posse. Claro também trás a cumplicidade, o dormir de conchinha, o companheirismo, a dedicação ao outro, a nova família – não vou falar de filhos, porque filhos não dependem de casamento.
Cabe a cada um ver os prós e contras do casamento. Pelo que se pode perceber os prós ganham de goleada. E tome casamento.
Tem gente que não quer casar, prefere morar junto. Ah...para ai...isso é um casamento disfarçado, no final da no mesmo.
Tem gente que prefere casar e morar em casa separada. Tudo bem ta valendo. Isso ajuda a fugir de alguns problemas do casamento. Mas resolve? E se é para casar e morar em casa separada, para que casar? Fica namorando pro resto da vida uiai.
Bom, mas o importante é que o casamento está ai com toda a sua bagagem contendo coisas boas, coisas mais ou menos e coisas ruins.
Estou desenvolvendo uma teoria sobre o casamento que gostaria de compartilhar com vocês. Estou chamando de TEORIA DO CHICLETE, lá vai:
Casamento é igual chiclete. No começo é todo molinho docinho. Depois com o passar do tempo ele vai perdendo o gosto, ficando duro. Chega uma hora que a gente não sabe o que faz com ele. Ou fica com ele na boca de um lado para o outro ou então joga fora. Mas tem gente que não quer jogar fora e coloca o chiclete na geladeira. Outros colam na cabeceira da cama. Uns mais malvados colam o chiclete embaixo da cadeira. Fingem que ele não existe. Mas, basta um descuido e pronto, lá está ele dando o ar da sua graça.
Mas pessoal todo mundo sabe disso. Isso não é mais novidade pra ninguém. Porém, as pessoas continuam casando e se descasando.
O “até que a morte os separe” é pura formalidade. Agora é: até que a vida os separe, até que a vizinha os separe, até que o professor gostosão da academia os separe e por ai vai.
Mas as pessoas insistem em casar.
Outro dia uma amiga minha estava lendo um livro com um titulo muito interessante: O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO. Ela disse que o livro é ótimo. Para dizer a verdade, eu como sou ex-marido, não gostei muito não.
Bom, o importante é que, já que não podemos nos livrar desse negócio – e é um negócio mesmo – chamado de casamento, o importante é saber conviver com ele e com o fim dele também. Então como prometi, aqui está à matéria que encontrei na internet.
Apreciem sem moderação.
Ah, só para lembrar, eu estou solteiro, mas louco para casar de novo.

O casamento acabou? A separação está doendo agudo? Então veja como atravessar as diferentes fase do processo de superação para que você possa lidar com maturidade quando o casamento acaba. Esteja preparada para as oscilações de sentimentos que vem pela frente.
A separação está doendo agudo? Então veja como atravessar as diferentes fases do processo de superação para que você possa lidar com maturidade quando o casamento acaba. Esteja preparada para as oscilações de sentimentos que vem pela frente.
Segundo o Godes, Grupo de Orientação para Descasados, criado pela psicoterapeuta Jacy Bastos, é preciso se permitir passar por essas fases. O sofrimento é inevitável, mas é possível de ser superado.

A DECISÃO
Os problemas da relação se tornam visíveis e insustentáveis. Qualquer atitude do parceiro é motivo para discórdias e discussões. Em certos momentos você fraqueja e sente medo de seguir a diante sozinha. Há uma série de fatores que estão além da relação amorosa que influenciam sua decisão. Entretanto, você se dá conta de que os prós foram cobertos pelos contras e decide expor toda situação.

A NEGAÇÃO
É a fase que você tenta acreditar que as coisas não estavam tão ruins assim. Tenta apaziguar os problemas para diminuir a dor do rompimento. O ser humano é ambivalente e os sentimentos também, portanto, vai levar tempo para que você se conscientize que tomou a decisão correta.

FRACASSO
Ninguém inicia uma relação pensando em terminar. Quando termina, o chão some e a tendência é achar que nunca conseguirá fazer com que alguém te ame novamente.

CULPA
Nesse momento a cabeça é tomada por uma série de questionamentos. “Onde foi que eu errei?”, “Por que o outro não gosta de mim?”, “O que aconteceu?”.

REJEIÇÃO
É difícil aceitar que a pessoa amada já não quer mais ficar com você. Diante disso, a auto-estima cai e a pessoa se sente desinteressante e pouco atraente. Cuidado para não se humilhar demais ou transformar a mágoa em rancor.

MEDO
Ele pode variar de pessoa para pessoa, mas sempre estará presente. Todas as suas certezas viram dúvidas e isso assusta. Medo de não conseguir ser feliz de novo, ficar sem ninguém para sempre, reconstruir a vida financeira e emocional sem ninguém.

OS ALTOS E BAIXOS
Existirão dias em que você vai se sentir muito bem e dias que não terá vontade de viver. Seu humor vai oscilar como uma onda. Não de desespere, essa sensação é normal. Com o passar do tempo, os dias ficarão mais fáceis e você aprenderá a lidar com a perda.

MANTER AMIZADE OU QUERER VINGANÇA?
Romper o cordão umbilical com quem era tão próximo não é fácil. Mas o tempo será seu aliado nesse momento e o afastamento será inevitável, mesmo que a separação tenha sido amigável. Não se sinta na obrigação de entender o que a pessoa que você amava está sentindo e permita-se sentir ciúme e sentimentos de posse, mas não deixe que eles tomem conta de você. Se souber que o outro alguém esta seguindo em frente te deixa mal, não procure querer saber sobre isso. Não cultive ódio porque sua relação não deu certo, esses sentimentos só fazem mal e corroem o coração.

COMEÇAR DE NOVO
Para aceitar essa nova realidade será preciso coragem e vontade de querer ser feliz novamente. Você sentirá medo e que algo está fora do lugar. Diante dessa situação, procure manter por perto pessoas queridas e que lhe fazem bem nos momentos de solidão. Não desanime diante das dificuldades.



A PERDA DEFINITIVA
Esse sentimento vem quando a pessoa que você amava começou um relacionamento com outro. Tristeza, acessos de ciúme e comparação com o novo amor vão aparecer. É a constatação de que sua relação acabou e que existe outro alguém em seu lugar.

Por Cínthya Dávila (MBPress)

ESQUERDA E DIREITA NO LIMBO

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O sociólogo e professor da USP Francisco de Oliveira em um artigo na revista Caros Amigos de abril intitulado “Direita, volver!” faz uma critica ao desaparecimento da esquerda e da direita na política brasileira. Segundo ele a dificuldade de se definir o que seja e quem seja de direita no Brasil é devido a convergência para o centro do espectro político.
Nesse ponto ele concorda com Chantal Mouffe – uma das defensoras da democracia radical – onde em seu texto DEMOCRACIA, CIDADANIA E A QUESTÃO DO PLURALISMO pergunta

- o que é uma sociedade democrática? É uma sociedade pacificada e harmoniosa onde as divergências básicas foram superadas e onde se estabeleceu um consenso imposto a partir de uma interpretação única dos valores comuns? Ou é uma sociedade com uma esfera pública vibrante onde e muitas visões conflitantes podem se expressar e onde há possibilidades de escolha entre projetos alternativos legítimos?
Enquanto para Francisco Oliveira

- a linha divisória entre direita e esquerda, desde os dias em que se definiram as posições dos assentos na Convenção revolucionária de 1789, corta entre os que querem ampliar os direitos do povo e dos indivíduos e os que tentam manter os privilégios originalmente de berço e de herança e posteriormente no capitalismo.

para Mouffe

- a obscuridade das fronteiras entre direita e esquerda que temos presenciado nas sociedades ocidentais, e que é frequentemente apresentada como um signo de progresso e maturidade, é, na opinião dela, uma das mais claras manifestações da fraqueza da esfera pública política.

A pergunta que não quer calar é: a quem pode interessar esse limbo? Quem ganha com isso?
Esta ida da política para o centro esta levando com ela a paixão. A apatia esta tomando conta do processo.
Mouffe diz em seu ensaio que

- a atual apatia com a política que testemunhamos em muitas sociedades democráticas liberais origina-se do fato de que o papel desempenhado pela esfera pública política está se tornando cada vez mais irrelevante.

Será que é por isso que vemos um domínio crescente do setor jurídico?
Será que diante da impossibilidade crescente de enfrentar o problema da sociedade de uma maneira política, é a lei que é acionada para prover soluções para todos os tipos de conflito como questiona Chantal Mouffe?
A arte da política em harmonizar tudo, em tentar sempre o consenso, não estaria evitando o choque de idéias e também o aparecimento de novas proposituras?

COMUNIQUE-SE BEM E SEJA MAIS FELIZ

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É incrível como as pessoas continuam se comunicando mal.
Comunicação - de sentimentos - o ato que nos difere dos outros animais, continua sendo algo irrelevante para tanta gente.
Quantas pessoas se comunicam sem realmente se interessar em dizer algo, principalmente o que sentem.
Revisitando Lair Ribeiro em seu livro COMUNICAÇÃO GLOBAL A ARTE DA INFLUÊNCIA, temos o caminho e teimamos em não segui-lo.
Para Lair a comunicação é a mais básica e vital de todas as necessidades, depois da sobrevivência física.
Muita gente se esquece da importância de se comunicar bem.
Às vezes nos importamos tanto com o que dizemos que chegamos a esquecer o que e como as pessoas estão nos compreendendo.
Ainda em Lair Ribeiro descobrimos que “quanto mais a educação se faz através de palavras menos comunicativas as pessoas ficam”.
Segundo o mestre da neuroliguistica “ comunicação é arte e ciência. É impressionante o que se perde de energia no mundo, a cada dia, com os erros de comunicação. Memorandos mal escritos, explicações mal formuladas, recados mal transmitidos, solicitações mal-entendidas, conversações mal formuladas...Tudo isso provocando prejuízos econômicos, trabalhos recusados...esforços desperdiçados...conflitos pessoais...”
Talvez a máxima: se não gosta do que está recebendo, preste atenção do que está emitindo, ainda não tenha entrado na cabeça da maioria das pessoas.
Quando a mensagem não produz resultado é desperdício.
Quantas vezes você contou seus problemas para outras pessoas “porque precisava desabafar”.
Xiiiiii....detesto matemática, mas certos números nos encaminham para um nível de raciocínio muito lógico: 80% dos que escutam não estão nem ai; e 20% ficam felizes porque você tem problemas. Portanto, siga o conselho do mago, não perca tempo contanto seus problemas para os outros.
O velho guerreiro Chacrinha já dizia: “ quem não se comunica se trumbica”. Amigo, quem não se comunica bem, se arromba.
Comunicação é um poço de problemas.
Para nos ajudar a entender esse imbróglio vamos pedir a ajuda da psicóloga América Rodríguez de Allende:
Você desejaria aprender a se comunicar melhor? Em primeiro lugar, vejamos se podemos definir o que significa boa e má comunicação. A boa comunicação tem duas características: você expressa seus sentimentos de forma aberta e direta, e anima a outra pessoa a fazer o mesmo. Você explica como pensa e como se sente e tenta escutar e compreender o que a outra pessoa pensa e sente. De acordo com esta definição, as idéias e os sentimentos de ambas as pessoas são importantes.

Do mesmo modo que a boa comunicação implica tanto falar como escutar, a má comunicação implica a negação a compartilhar seus sentimentos abertamente ou a escutar o que a outra pessoa tem para nos dizer.

Adotar uma postura de discutir e ficar na defesa é um sinal de má comunicação. Um contradiz o outro sem tentar compreender seus sentimentos, projeta mensagens sutis que dizem: “Só me interessa divulgar meus próprios sentimentos e insistir em que você esteja de acordo comigo”.

Outro sinal de uma má comunicação é negar seus próprios sentimentos e mostrá-los de forma indireta, comportando-se de forma despectiva ou adotando um tom sarcástico. Isto é denominado “agressividade passiva”. A agressividade ativa é, igualmente, sinal de má comunicação, quando desafia a outra pessoa, a ameaça ou dá um ultimato.

A lista de “características de uma má comunicação” que, na seqüência, será descrita, esclarecerá o que você deve evitar para não entrar em conflito com alguém. É possível que reconheça diversos maus hábitos que podem criar alguns problemas. A mudança destas atitudes pode melhorar consideravelmente o modo de se relacionar com as outras pessoas e evitar consideráveis desgostos.

Características de uma má comunicação:

• RAZÃO: você insiste que tem razão e a outra pessoa está errada.

• CULPA: você afirma que a outra pessoa é a culpada de que tenha acontecido determinado problema. Não admite ter errado em alguma coisa, nem reconhece algum defeito.

• CONTRA-ATAQUE: em vez de reconhecer como a outra pessoa se sente, você responde à crítica dela, criticando-a.

• DESVIO: ao invés de se ocupar da situação que ambos estão vivendo no momento presente, você enumera toda uma lista de motivos de queixa sobre injustiças do passado.

Algumas mudanças de atitude:

• AFIRMAÇÕES DO TIPO “ME SINTO”: você expressa seus sentimentos com afirmações tipo “me sinto” (como, por exemplo, “me sinto preocupado”), mais do que com afirmações como “você” (por exemplo, “você está errado” ou “você está me deixando furioso”).

• TÉCNICA DO ELOGIO: você encontra algo realmente positivo para dizer à outra pessoa, até mesmo quando a discussão está no apogeu. Isto indica que respeita a outra pessoa apesar de ter divergências com ela.

Como podem perceber, é possível evitar muitos problemas entre duas pessoas, eliminando velhos vícios de comunicação. Lembrem-se de falar sempre na primeira pessoa, falar de seus sentimentos e de não jogar a culpa no outro.
Bem queridos (as) amigos (as), isso não é uma panacéia, mas, com certeza, pode ajudar e muito. Bom, pelo menos esta é a intenção deste post.
Seja feliz

SAUDADE DE VINICIUS DE MORAES

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Hoje na quietude absoluta do meu esconderijo interferi abruptamente no meu tédio. Revisitei vários cd´s e dvd´s da minha coleção. De repente deparei com uma raridade que eu nem lembrava mais que tinha – um DVD com um show de Vinicius. Miucha, Tom Jobim e Toquinho – meu Deus que prazer.
Vinicius como de costume acompanhado por uma garrafa de uísque e fumando muito –naquela época não havia este patrulhamento que existe hoje em dia. Já pensou alguém chegar para Vinicius e dizer: Poetinha o seu show está cancelado porque não se pode fumar nesta casa?
Eu não fumo, mas sou a favor da liberdade que o ser humano tem de escolher como quer morrer.
Vendo Vinicius fumando daquele jeito lembrei-me do meu grande amigo Rafael Galvão. Já imaginou o Rafael escrevendo seu blog sem um cigarro do lado?
O cigarro para Vinicius era um companheiro inseparável, assim como o uísque, Toquinho e a poesia.
Calma, este post não é para fazer apologia ao cigarro é, simplesmente, para falar de um DVD com Vinicius de Morares.
Vinicius é uma lenda. Ele dizia que o homem não pode comer todas as mulheres do mundo, mas tem obrigação de tentar.
Lina Souza – das Moendas - que por muito tempo foi back vocal de Vinicius contava que ele tinha a mania de receber as pessoas intimas em sua casa no banheiro, mais precisamente na banheira.
Quem me apresentou a Vinicius de Moraes foi meu tio Zito. Homem fino, de bom gosto, corintiano - talvez eu deva rever o “bom gosto”. Estávamos no Guarujá. Foi exatamente no dia da morte do poetinha. Meu tio chorava indisfarçadamente . Pela comoção dele percebi o quanto ele amava Vinicius.
Meu tio Zito arranhava um violão e gostava de cantar baixinho, quase sussurrando. Como eu era criança não entendia porque ele cantava tão baixo. Só mais tarde descobri que ele era fã de João Gilberto – isso é bossa nova, isso é muito natural.
Um dia desses, enquanto tomava uma cerveja num bar da Aruana e tinha como back ground uma música horrível de um desses grupos - que até hoje eu não sei o ritmo que eles tocam, pois, ao meu ver, eles falam mais que cantam e uma música é igual a outra ou seja, é tudo uma merda só.
Gente, eu sei que gosto é igual nariz, que cada um tem o seu e blá blá blá. Mas, falando francamente, isso me fez pensar: bem que Vinicius poderia ressuscitar e nos tirar desse inferno musical, porque, ouvir estes grupos de rapsambarregode o tempo todo é triste. Como diz meu tio Zito: vai tomar na peida sô!

VIVA O FÁCIL

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O que é o amor? Aonde vai dar?
Segundo Caetano Veloso “... a gente nunca sabe o lugar certo de colocar o desejo”.
Mas há um lugar certo para se colocar o desejo?
O que fazer com as doidices do coração?
Coração não segue tijolos amarelos .
Há cada escolha, mil novas escolhas se nos apresentam.
Perdemos-nos com freqüência na busca incessante pelo mágico de nós porque temos a mania de querer sempre complicar as coisas.
Dizem alguns que coisa fácil não tem graça.
Perai...quer dizer que para ter graça tem que ser difícil?
Alguns seres humanos são complicadores.
Por que tudo não pode ser tão simples? Tudo natural?
Por que Ana Paula Arózio não pode simplesmente ligar para mim e me convidar para
jantar?
Será que se isso me acontecesse eu deveria dizer que minha agenda esta lotada e que
não vai dar, só para dificultar?
Veja o Dunga por exemplo. Bem que ele poderia ter convocado o Nilmar e o Ganso.
Mas não convocou. Por quê? Pra dificultar.
Precisamos aprender a valorizar o fácil.
O trabalho fácil.
A conquista fácil.
A mulher de vida fácil.
O difícil enche o saco.
Escalar pau-de-sebo todo dia é dose pra leão.
Tenho um amigo que não transa com mulher virgem que é para não ter trabalho.
Guimarães Rosa nos ensina: “Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa... O mais difí¬cil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.”
Fácil, não é?
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HAITI. AI DE NÓS.

Está cada vez mais difícil saber onde pisamos. Não por falta de atenção, mas, simplesmente, porque não podemos precisar o que há embaixo dos nossos pés.

A escala de Richter foi desenvolvida em 1935 pelos sismólogos Charles Francis Richter e Beno Gutenberg, ambos membros do California Institute of Technology (Caltech), que estudavam sismos no sul da Califórnia, utilizando um equipamento específico - o sismógrafo Wood-Anderson. Após recolher dados de inúmeras ondas sísmicas liberadas por terremotos, criaram um sistema para calcular as magnitudes dessas ondas.

Por mais eficiente que seja esta escala, jamais ela poderá calcular o estrago que os terremotos fazem na vida das pessoas.

A natureza mostra ao homem quem manda. Coloca-o no seu devido lugar. Nada pode detê-la.

Talvez sabendo disso alguns politicos dão as costas ao problemas ecológicos.
Talvez sabendo disso George W. Bush não assinou o protocolo de Kyoto. Era um ecocético burro e arrogante.

São Francisco – cidade americana - está assentada sobre uma fenda que dizem – um dia – produzirá o Big One – um terremoto devastador. Segundo alguns geólocos esse terremoto poderá acontecer nos próximos 30 anos.O que o poderio econômico americano poderá fazer com este fenomeno? Nada, a não ser esperar e rezar.

Hoje a gente olha para o Haiti e pensa: e se fosse aqui?

Viver está ficando muito dificultoso – já dizia Diadorim. O ser humano que era muito futuro, agora está mais presente. Tudo é urgente. Tudo é “para ontem”. Os carros estão mais velozes. A vida mais rápida. É o medo. É o Haiti.

A morte – onde tudo acaba - já não é mais a pior coisa. A pior coisa é ficar vivo, quando tudo mais acaba.
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A FLOR DO DESERTO

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Outro dia estava assistindo na CNN uma reportagem sobre o filme A FLOR DO DESERTO, que conta a história da modelo africana Waris Dirie. O filme é uma denúncia de mutilação vaginal das mulheres somalis. A mutilação serve como rito de passagem. Os clitóris são mutilados com objetos rudimentares como facas, tesouras e até lascas de pedras, sem a mínima higiene.
Na reportagem aparecem imagens de um documentário onde mostrava como era feita a cerimônia. Impressionante ver o rosto da menina logo após ser mutilada, e os rostos das mulheres felizes que esperavam do lado de fora da tenda. Depois mostravam as partes arrancadas da menina juntamente com o sangue em uma espécie de esteira de couro.
A CNN também exibiu - do mesmo documentário – uma entrevista com uma doutora – não me lembro o nome – que defendia a permanência deste tipo de ritual. Dizia ela que ninguém tem o direito de meter o bedelho na cultura de um povo.
O que quero discutir aqui, não é o que é certo ou o que é errado. Não quero fazer nenhum julgamento cultural. O fato é que desde filme Nanook, o Esquimó, de Robert Flaherty, até Xingu - A Terra Mágica, de 1984, do diretor Washington Novaes, os documentaristas vem revelando mundos que nós jamais imaginávamos como era – até mesmo que existiam. Porém, o que acontece é que, quando essa realidade vai de encontro aos nossos valores, nós nos sentimos tão indignados com o que vemos que nos achamos no direito de intervir naquela realidade.
Os antropólogos dizem que – enquanto cientistas – não podem interferir na realidade local de um povo que está sendo pesquisado. Mas será que esta intervenção já não ocorre com a simples presença do cientista no local?
Uma sinopse do filme apresenta a seguinte descrição: (...) A denúncia de mutilação genital das mulheres somalis é o grandioso objetivo da obra Flor do Deserto. Através de sua biografia, a modelo africana Waris Dirie, atravessa as fronteiras da Somália e mostra ao mundo o lado grotesco de sua cultura.
Atente para “o lado grotesco da cultura”.
Herótodo já dizia: “Se oferecêssemos aos homens a escolha de todos os costumes do mundo, aqueles que lhes parecessem melhor, eles examinariam a totalidade e acabariam preferindo os próprios costumes, tão convencidos estão de que estes são melhores do que todos os outros”.
Montaigne afirmava: “(...) na verdade, cada qual considera bárbaro o que não se pratica em sua terra”.
Na verdade, presos a uma única cultura, somos não apenas cegos à dos outros, mas míopes quando se trata da nossa. Termino com uma citação de François Laplatine: “aquilo que os seres humanos têm em comum é sua capacidade para diferenciar uns dos outros, para elaborar costumes, línguas, modo de conhecimento, instituições, jogos profundamente diversos: pois se há algo natural nessa espécie particular que é a espécie humana, é sua aptidão à variedade cultural.”
Viva a diferença!

UMA CARTA DE AMOR PARA VOCÊ

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Dizem as boas línguas que a tecnologia aproxima as pessoas. Temos e-mail, Twitter, MSN, face book, Orkut, celular, webcam e o escambal. Tudo isso para ficarmos mais pertinho. O problema é: mais pertinho de quem cara pálida?

Estamos mais sós do que nunca nesse mundo de meu Deus. Cada um no seu PC.
O computador hoje em dia está substituindo a comunicação face a face. Somos siameses da mesma solidão. Estamos todos na rede. Juntos mais separados do que nunca.

Quero citar aqui um texto de Rubens Alves que li no livro de Margarida Maria Moura sobre a obra de Franz Boas:

“Uma carta de amor é um papel que liga duas solidões. A mulher está só. Se há outras pessoas na casa, ela os deixou. Bem pode ser que as coisas que nela estão escritas não sejam nenhum segredo, que possam ser contadas a todos. Mas para que a carta seja de amor, ela tem de ser lida em solidão. Como se o amante estivesse dizendo:
- Escrevo para que você fique sozinha .

É este ato de leitura solitária que estabelece a cumplicidade, pois foi da solidão que a carta nasceu. A carta de amor é objeto que o amante faz para tornar suportável o seu abandono. (...) Nada diz sobre o presente do amante distante. Daí sua dor. O amante que escreve alonga os seus braços para um momento que não mais existe. A carta de amor é um abraçar do vazio. (...) A carta é paciente (...). Uma carta contra o rosto – poderá haver coisa mais terna? Uma carta é uma mensagem. Mesmo antes de ser lida, ainda dentro do envelope fechado, tem a qualidade de um sacramento, presença sensível de uma felicidade invisível”

O mundo não escreve mais carta de amor.
Só um ridículo nunca escreveu uma carta de amor já dizia o poeta Álvaro de Campos:

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
Álvaro de Campos, 21-10-1935



Então, estamos vivendo num mundo ridículo. Frio como as teclas de um computador. Devassado pelo Google Earth. Fazendo sexo virtual (valei-me meu Jesus Cristinho amado). Aproximamos de nós cada vez mais o desconhecido, o alheio, o grande irmão.

Sinto saudades das cartas de amor. Sinto saudade de esperar por ela.Sinto saudades dos seres ridículos.

Hoje pessoas se relacionam pelo MSN – plin escreveu – plin – o outro já recebeu – plin o outro já respondeu – pli...plin...plin...plin...

Estamos agonizando. Vivendo cada vez mais rápido. Morrendo cada vez mais rápido. Claro que você caro leitor, inteligente como é, logo vai indagar: como assim, morremos cada vez mais rápido se hoje em dia o homem está vivendo mais? Bom, se você chama isso de vida, concordo.

É claro que sem toda esta tecnologia você não estaria lendo este texto agora. Realmente talvez não. Mas estaria lendo um livro, ou quem sabe uma poesia de Álvaro de Campos, que com certeza escreve bem melhor que eu.

É muito bom estar JUNTO de você de novo - desculpe a ousadia do gesto.

NEGÓCIO DE ESTADO

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Estou vendo Sergipe pipocando em greve. Greve de motoristas de ônibus, greve de policiais, greve de médicos, greve de professores, é greve que não acaba mais.
Ai você pode perguntar: como podem um estado governado por um político do PT, partido que teve sua gênese nos movimentos sindicais e uma cidade - Aracaju - que é governada por um prefeito que antes de ser eleito prefeito, foi vice-prefeito do prefeito que agora é governador e que também tem sua origem política nos movimentos sindicais - ou seja, de greve, eles entendem muito- suportarem tamanha traição?
Será que o Marcelo Déda governador é tão diferente do Marcelo Déda que encabeçava passeatas de protestos?
Será que o prefeito que hoje pede ilegalidade de greves é um clone do Edvaldo Nogueira que andava de braços dados com os trabalhadores marchando rumo a melhores salários?
Claro que não. Eles são os mesmos. Com os mesmos pensamentos. Com as mesmas opiniões. Mas, em posições diferentes.
É sabido que a lua de mel entre eleitores e os políticos eleitos só dura até o dia da posse.
Em minha opinião, é que agora, se trata de NEGÓCIO DE ESTADO.
Antes Marcelo Déda e Edvaldo Nogueira lutavam pelos trabalhadores, mas tinham objetivos pessoais, basta ver onde eles estão agora. Hoje, os objetivos de ambos, por mais fisiologistas que possam vir a ser – o que eu particularmente não acredito – não são mais tão pessoais assim. Hoje eles são governador e prefeito respectivamente.
Todo mundo sabe que o poder desgasta. Sendo eles políticos profissionais, seria muita idiotice pensar que, não iriam atender as classes insatisfeitas com seus salários, por puro capricho. Político vive de imagem e ambos sabem muito bem disso - Marcelo Déda, mais que ninguém.
Então vejamos: partindo desde ponto, o melhor para eles seria dar o aumento que todo mundo está pedindo e pronto.
Mas, espera ai! Os cidadãos sergipanos não são apenas professores, médicos, policiais, etc. O governador e o prefeito não foram eleitos apenas por estas categorias e nem para administrar somente para elas. É ai que eu acho que vem o negócio de estado. O estado esta acima das vontades pessoais desses administradores. Se perguntarem para Marcelo Déda se ele gostaria de dar os aumentos que as categorias que estão protestando pedem e merecem receber, ele vai dizer que sim, e eu acredito. Se perguntar para o prefeito se ele se sente bem em ter que pedir para que uma greve seja declarada ilegal, ele vai dizer que não, o que eu também acredito.
Seria suicídio político não atender a estas categorias simplesmente por capricho.
Não podemos subestimar a potencialidade intelectual de ambos.
Os dois têm projetos políticos ambiciosos. Os dois querem continuar – de uma forma ou de outra – no poder ou com o poder. Aliás, político que não quer o poder, não é político.
Não venha amigo leitor perguntar pela minha procuração para defender a ambos.
Não é esta a proposta deste post.
A proposta é apenas uma reflexão a respeito destes fatos.
Não há aqui certo ou errado.
Meu amigo Gélio Albuquerque diz que a verdade é pessoal.
Salve a sua como quiser no seu Winchester.

KKKKKKKKKKKKK

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Ver a seleção brasileira levar um sufoco da seleção do Equador e empatar em 1 a 1: R$ 100,00 em uísque.
Assistir a vitória do Brasil sobre a sofrível seleção do Peru por apenas 3 a 0: R$ 50,00 em cerveja.
Saber que a seleção da Argentina levou um chocolate de 6 a 1 da Bolívia: NÃO TEM PREÇO!

HOJE EU ACORDEI COM GOSTO DE BAHIA NA BOCA

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Ontem a propósito de apresentar uma campanha para um cliente da Trolleis Comunicação, estive em Salvador e como presente por uma viagem tão rápida e tão frutífera, tive o privilégio de almoçar no Varal da Dadá.
Dadá, se é que alguém não a conheça, é a maior quituteira do mundo. Formada no Le Cordon Bleu do Altos das Pombas, aliás, foi lá que a história de Dadá começou.
Dadá, não tem um sorriso, Dadá tem um abre alas.
Ela sorri, ou melhor, ela ri, ou ainda melhor, ela gargalha e o mundo vira festa.
Fui apresentado a Dadá quando ainda trabalhava na Tv Sergipe, em um evento em Salvador promovido pela Rede Globo Nordeste. Nosso último encontro foi na praia do Conde. Ontem, nossas almas puderam se beijar novamente. Que delicia!
Ainda ouço a sua voz ecoando em meus ouvidos: “ meu pai você não mudou nada seu sacana”.
Mudei sim amiga. Mudei muito. E sempre há uma mudança em mim toda vez que eu a vejo, pois, descubro que a vida é sempre mais bela quando se vive com simplicidade.
Depois de me deliciar com o almoço, comi o Negão de Dadá com creme de leite. Não existe nada mais exótico.
´Ebony and Ivory
Live together in perfect harmony´
Dadá me contou que está indo para Espanha. Aposto que ela vai fazer os espanhóis trocarem a tortilha pelo abará e o vinho pela sacanagem.

Vai fazer Franco ressuscitar para provar suas iguarias.
Vai chamar o Rei Juan Carlos de meu nego.
Vai colocar uma estátua de Zumbi dos Palmares ao de lado Dom Quixote e Sancho Pança, na Praça de Espanha em Madri.
Dadá tem o poder de mudar a ordem das coisas. De subverter o processo. De quebrar qualquer protocolo que não tenha a felicidade como mestre de cerimônia.
Se você quiser ter uma ideia do que eu senti, aqui vai o endereço do Varal da Dadá: Rua Teixeira Mendes, 55, Alto das Pombas – Federação – Tel. 71-3331- 4382.
Agora, se você for uma fresca, que adora requinte, ambiente com ar condicionado, garçons muito bem vestidos, manobristas e as porras, sugiro o Amado, que também é um restaurante maravilhoso em Salvador, mas não tem o sorriso de Dadá.

FOTO: MARKUS TROLLEIS – DADÁ - VITOR ELOI - TONINHO RODRIGUES

INTERROGAÇÕES

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A seleção brasileira de futebol vai jogar contra a seleção da Itália dia 10 de Fevereiro em Londres. Quem ganhar fica com Battisti?

Se o Brasil não extraditar Battisti a Itália pode cassar o passaporte europeu de Dona Marisa?

A ministra Dilma vai para o trono ou não vai?

O Presidente Lula diz não querer um terceiro mandato, mas apóia a possibilidade de reeleições ilimitadas para o presidente venezuelano Hugo Chaves. Hã?

O PMDB é partido ou dividido?

LINGUAGEM CONTEMPORÂNEA – ÚLTIMA FLOR DO LACIO DE UMA TELEVISÃO INCULTA E BELA

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Um domingo preguiçoso me convidou para ficar em casa. Eu mais preguiçosamente ainda aceitei. Aceitei porque talvez pensasse que não haveria nada mais interessante além da praia me esperarando. A eterna dúvida que há anos me persegue voltou a me assombrar: cama, livro ou televisão. Ganhou ela, a poderosa. Pisquei o olho para a “Barack Obama – A ORIGEM DOS MEUS SONHOS”. Pedi licença para Nicholas S. Timasheff e sua TEORIA SOCIOLÓGIA – já estou ficando viciado nessa tal sociologia – e singelamente fui me prostrar em frente a Sua Majestade como um súdito. Na certeza de não ver nada interessante, mas, fiel ao seu reinado, afinal, sem ela talvez eu não fosse o que sou hoje. Passeei os meus dedos pelas teclas do controle remoto e fui zapeando ao prazer inigualável de ver tudo e ao mesmo tempo nada. De repente acabou a vontade de mudar de canal. Encontrei Denisson Venttura e sua LINGUAGEM CONTEMPORÂNEA perdidos numa tarde de domingo na TV Caju. Gente foi muito mais gostoso que doce de jaca. Que delicia ver como ele conduz o seu programa. Que bom ver uma pessoa que se produz para o seu público. Ele estava lindo. Uma gravata num tom que se não é pleonasmo tinha tudo para ser – rosa pink. Um lenço no bolso do paletó – sim querido leitor ele é chique, ele usa lenço no bolso do paletó. Cabelos elegantemente desalinhados e um poder conversacional de dar inveja. Denisson Venttura estava entrevistando Severo d´Acelino . Foi a melhor sobremesa que deliciei nos últimos tempos. Então me pus a pensar: como a televisão sergipana precisa de “Denissons ”. Pois, falando, tem muita gente, agora, dizendo algo que realmente mereça ser ouvido, são poucos. Denisson tem o dom de tecer a conversa como minha avó tecia sua colcha de crochê. Tudo muito bem interligado. Assuntos com acabamentos fantásticos, que não deixam perceber as emendas – iguais as cochas feita por minha avó. . Denisson , não é um entrevistador. Ele sabe que é a ponte. Sabe que o artista não é ele, mas sim o entrevistado. E, é incrível como ele com toda sabedoria, inteligência, perspicácia, consegue passar invisível pela conversa. O diálogo flui e o telespectador vai junto como se levado adormecido em braços de mãe. Severo, o negro d´Acelino desfiava o seu novelo de conceitos que sinceramente eu juro que gostaria de saber de onde vem. Negro bonito. Chico Rei. Corpo coberto por uma bata vermelha, que fazia um contraste maravilhoso com o cenário. Severo falou de Mariow, um livro que trata da tradição oral das histórias dos negros sergipanos. Severo falou sobre o mundo dos jogadores de futebol, dos pagodeiros, que mesmo sendo negros, procuram as brancas para casar. Severo fez uma colocação brilhante. Segundo ele, não são os jogadores ou pagodeiros negros que procuram as brancas para casar. É que no mundo de glamour que eles vivem, as mulheres negras têm menos acesso. As brancas, disse Severo, são troféus. Nossa...é de arrepiar. Eu vi isso na nossa televisão. Eu vi isso na TV CAJU. Televisão que às vezes maltrata o ótimo produto que tem, com seus cortes feitos a facão. Com cores se misturando. Com vozes no estúdio vazando pelo microfone do apresentador . Com efeitos de edição ultrapassados. Mas Denisson transcende. Arranca do fundo do coração a vontade de fazer um programa de televisão digno, bem feito. Suas idéias, seu jeito, suas colocações, quebram a quarta parede. Se você tiver oportunidade e TV por assinatura, assista. Vale a pena. Todos os entrevistados que passam por lá são interessantíssimos. Denisson , eu sei que um galo sozinho não tece uma manhã, mas desejo que seu canto feito faca corte a carne dessa mesmice que impera na televisão sergipana.